Em celebração ao Dia Nacional do Livro, comemorado em 29 de outubro, especialistas ressaltam o poder transformador da leitura desde a infância. Segundo o presidente da Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, o contato precoce com os livros molda indivíduos mais empáticos e criativos.
“A criança que começa a ler cedo, lê o mundo dos livros e o livro do mundo”, afirma Lucchesi. “A leitura abre portas para viagens imaginárias, exercitando a liberdade, a criatividade e, crucialmente, a empatia.” Ele explica que a criança passa a compreender diferentes realidades, culturas e afetos, espelhando e expandindo suas próprias experiências.
A Fundação Biblioteca Nacional, por meio da Casa da Leitura, intensifica seus esforços para fomentar a leitura entre crianças e jovens. A unidade, localizada no Rio de Janeiro, oferece acesso democrático à literatura, visando a formação de novos leitores.
Em uma iniciativa pioneira, a Biblioteca Nacional inaugurou uma biblioteca em um hospital universitário, com o objetivo de introduzir a biblioterapia. A ideia é utilizar o livro como ferramenta terapêutica, beneficiando não apenas crianças neurodiversas, mas também seus acompanhantes e as equipes médicas. Há planos para expandir o projeto para outros hospitais.
Outra ação socioeducativa, prevista para fevereiro do próximo ano, levará livros a adolescentes privados de liberdade. Segundo Lucchesi, o objetivo é aprender com essas pessoas como elas podem ler, reconhecendo que o exercício da leitura é fundamental em todas as esferas da vida.
Para Godofredo de Oliveira Neto, da Academia Brasileira de Letras (ABL), o livro potencializa a cognição infantil, conduzindo a um mundo mais humanista. Ele enfatiza a importância do livro como material didático e paradidático nas escolas, ressaltando que o livro impresso continua relevante, coexistindo com o e-book.
Merval Pereira, presidente da ABL, destaca o poder transformador da leitura, incentivando o amor pelos livros e a valorização da literatura. “Com o livro, as crianças exploram a imaginação e habilidades”, afirma. “Ao ler, aprendem a reconhecer a importância do diálogo e da inclusão, valores cruciais para a vida moderna.”
Hubert Alqueres, da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros) e da Câmara Brasileira de Livros (CBL), ressalta a importância de celebrar a leitura no Dia Nacional do Livro. Ele lembra que o Rio de Janeiro foi escolhido pela UNESCO como Capital Mundial do Livro.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br