Lei Paulista de Incentivo ao Esporte: Aos 67 anos, Marli lidera time campeão e inspira jovens a fugir das ruas em Itaquaquecetuba

Marli Rodrigues, a força por trás do Real Marli, celebra título e legado de esperança impulsionado pela Lei Paulista de Incentivo ao Esporte

Em Itaquaquecetuba, um time de futebol amador se destaca não apenas pelas vitórias, mas pela história inspiradora de sua fundadora. O Real Marli, campeão da primeira edição da Copa das Comunidades, um torneio apoiado pela Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, tem como pilar Dona Marli Rodrigues, de 67 anos, moradora do Jardim Amanda. Sua dedicação transforma vidas através do esporte.

O amor de Marli pelo futebol começou cedo, com ela jogando regularmente dos 17 aos 28 anos. Após se aposentar dos gramados, dedicou-se a treinar crianças em seu bairro, com um propósito claro: afastar os jovens dos perigos das ruas e das drogas. Essa iniciativa, que deu origem ao time Real Marli em 2002, exemplifica o impacto social que projetos esportivos podem alcançar, especialmente quando apoiados por leis de incentivo.

A trajetória de Marli é marcada por luta e resiliência, enfrentando até mesmo resistência familiar para seguir sua paixão pelo futebol. Essa determinação se reflete no sucesso do Real Marli, que em mais de duas décadas conquistou 42 títulos na região do Alto Tietê, culminando com a recente vitória na Copa das Comunidades. A história de Marli e seu time é um testemunho do poder transformador do esporte, evidenciado pelo apoio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte. Conforme informação divulgada pela Agência SP, o objetivo de Marli sempre foi oferecer uma atividade que afastasse as crianças dos perigos, e ela sabe que ajudou muita gente a ter uma vida melhor.

Uma vida dedicada ao esporte e à comunidade

Marli Rodrigues, aos 67 anos, é a personificação da força e da dedicação. Sua jornada no futebol começou na juventude, jogando ativamente até os 28 anos. Após deixar os campos, sua paixão se transformou em um projeto social: treinar crianças e jovens no Campo do Jardim Amanda, em Itaquaquecetuba. O time, fundado em 2002, leva seu nome, Real Marli, como símbolo de sua liderança e inspiração.

O principal objetivo de Marli, conforme relatado por seu filho Marcos da Mata, nunca foi o lucro, mas sim oferecer uma alternativa saudável e segura para afastar crianças e adolescentes das ruas e do envolvimento com drogas. Ela sempre lutou incansavelmente por sua comunidade, e mesmo com a tristeza de não ter conseguido livrar todos os jovens do caminho errado, ela reconhece o impacto positivo que teve na vida de muitos.

Resistência familiar e superação no esporte

A paixão de Marli pelo futebol não foi isenta de desafios. Seu pai, inicialmente, não aprovava sua participação no esporte, gerando conflitos familiares. No entanto, Marli persistiu em seu amor pela bola. Sua mãe também teve sua trajetória no futebol interrompida após um acidente doméstico que a deixou com uma lesão na perna, mostrando a força e os riscos envolvidos na prática esportiva.

Essa determinação e resiliência de Marli são um exemplo para as novas gerações. Ela demonstra que é possível superar obstáculos e construir um futuro melhor através do esporte e do engajamento comunitário, um legado que a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte ajuda a perpetuar.

Real Marli: Mais que um time, um símbolo de esperança

Em mais de duas décadas de existência, o Real Marli se consolidou como uma força no futebol amador na região do Alto Tietê. A equipe acumula impressionantes 42 títulos, tanto em campo quanto nas quadras. A conquista mais recente, na primeira edição da Copa das Comunidades, contra o Vila Nova Maluf F.C., por 1 a 0, foi celebrada com grande emoção.

Mesmo enfrentando problemas de saúde, Marli fez questão de estar presente na final, juntando-se à torcida e aos jogadores para comemorar a vitória. Sua presença em campo, festejando com a equipe, demonstrou a profunda conexão e o orgulho que ela sente pelo trabalho realizado. As lágrimas de felicidade marcaram o momento, evidenciando a importância desse título para a comunidade.

O legado de Marli e a continuidade do sonho

O sonho de Marli Rodrigues vai além das vitórias esportivas. Ela expressa o desejo de que a casa onde vive possa se tornar a sede do Real Marli após sua partida, garantindo que o legado iniciado há tantos anos continue a prosperar. Seu filho, Marcos, assume com responsabilidade a missão de dar continuidade a esse projeto social e esportivo.

A Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, regulamentada pelo decreto 55.636 de 26/03/2010, desempenha um papel crucial ao possibilitar o apoio a projetos esportivos como o do Real Marli. Ela contempla diversas áreas, incluindo formação desportiva e sociodesportiva, permitindo que entidades privadas sem fins lucrativos e prefeituras no Estado de São Paulo recebam apoio da iniciativa privada para desenvolverem suas iniciativas.

A lei oferece um mecanismo para que projetos esportivos com potencial de transformação social recebam o suporte necessário para se concretizarem. A iniciativa privada pode destinar recursos para projetos que visam o desenvolvimento social e a formação de cidadãos, como é o caso do trabalho exemplar realizado por Marli Rodrigues e o Real Marli em Itaquaquecetuba, um exemplo claro de como o esporte pode ser um agente de mudança positiva.