Caos em Congonhas: Passageiros relatam exaustão e descaso com falta de suporte das companhias aéreas em meio a atrasos e cancelamentos

Passageiros em Congonhas enfrentam dias de incerteza e cansaço com cancelamentos e atrasos frequentes, relatando falta de suporte adequado por parte das companhias aéreas. A situação tem gerado grande insatisfação e desespero entre os viajantes que se veem presos no aeroporto sem respostas claras ou soluções práticas.

As operações aéreas em São Paulo, especialmente no aeroporto de Congonhas, têm sofrido com uma onda de cancelamentos e atrasos que se estendem por vários dias. A consequência direta é o acúmulo de passageiros frustrados, muitos dos quais precisam de seus voos para compromissos importantes, como reuniões de trabalho ou eventos familiares.

A falta de comunicação clara e a dificuldade em obter assistência personalizada têm sido pontos de grande reclamação. Relatos indicam que, além do transtorno logístico, os passageiros se sentem desamparados pelas empresas, que parecem despreparadas para lidar com a contingência e oferecer um suporte humanizado. Conforme informação divulgada pelas companhias, alguns voos foram cancelados ou sofreram atrasos significativos, impactando o fluxo de passageiros.

Gol oferece flexibilidade, mas transtornos persistem

A Gol informou que suas operações seguem regulares nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, mas admitiu que alguns voos foram cancelados ou sofreram atrasos na quarta-feira. Como consequência, novos atrasos podiam ocorrer ao longo do dia seguinte. A companhia aérea oferece a possibilidade de **alterar a data da viagem sem custo** para clientes impactados, desde que a mudança seja realizada antes da partida do voo original e para viajar nos próximos 15 dias. Essa medida visa ajudar a descongestionar os aeroportos e liberar assentos. Para remarcações, a Gol orienta o contato pela Central de Relacionamento através do site voegol.com.br ou pelo telefone 0300 115 2121.

Azul garante assistência, mas recomenda atenção aos avisos

A Azul afirmou que diversos voos precisaram ser cancelados ou alternados para outros aeroportos, com as alterações afetando também voos em outras regiões devido ao sequenciamento das operações. A companhia ressalta que os clientes impactados estão recebendo a **assistência prevista na Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil**. Em razão do ocorrido, a Azul recomenda que seus clientes fiquem atentos às notificações enviadas por e-mail, SMS e WhatsApp, além de acompanhar as reservas no site www.voeazul.com.br ou aplicativo da empresa. Por liberalidade, a Azul também está flexibilizando sua política de remarcação. Clientes com passagens emitidas para os dias 11 e 12 de dezembro poderão **alterar as viagens até o dia 18 de dezembro gratuitamente** ou, se optarem pelo cancelamento, manter o crédito integral do valor pago para utilizar em até um ano a partir da data de emissão do bilhete.

Passageiros relatam exaustão e falta de apoio

Apesar das medidas anunciadas pelas companhias aéreas, muitos passageiros relatam **cansados e sem suporte adequado**. A sensação de impotência diante dos cancelamentos e a dificuldade em obter informações precisas e soluções rápidas geram um **desgaste emocional significativo**. A falta de clareza sobre os próximos passos e a incerteza sobre quando conseguirão embarcar têm sido os principais focos de frustração, com muitos viajantes se sentindo abandonados pelas empresas em um momento de grande necessidade.

A situação em Congonhas expõe um problema recorrente na aviação brasileira, onde imprevistos climáticos ou operacionais podem gerar um efeito cascata de transtornos. A **falta de um plano de contingência robusto** por parte das companhias aéreas para lidar com grandes contingências se torna evidente, deixando os passageiros à própria sorte em meio ao caos aeroportuário.