Decisão americana sobre Lei Magnitsky contra Moraes repercute no Brasil com celebração e críticas
O governo dos Estados Unidos anunciou a retirada do ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky. A medida, imposta pelo governo Donald Trump no fim de julho e ampliada em setembro, gerou reações distintas no cenário político brasileiro.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemoraram a decisão, vendo-a como um triunfo da diplomacia brasileira e uma derrota para o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. A retirada das sanções é vista como um reconhecimento da soberania nacional.
Por outro lado, críticos da medida, como o deputado Eduardo Bolsonaro, lamentaram a decisão americana, argumentando que a sociedade brasileira perdeu uma oportunidade de lidar com uma suposta crise de liberdades. As informações foram divulgadas pelo portal G1.
Gleisi Hoffmann exalta vitória de Lula e derrota de Bolsonaro
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou suas redes sociais para celebrar a decisão, classificando-a como uma **grande vitória do Brasil e do presidente Lula**. Ela atribuiu o sucesso à articulação de Lula com Donald Trump, descrevendo o diálogo como “altivo e soberano”.
Hoffmann também direcionou críticas à família Bolsonaro, definindo-os como “traidores que conspiraram contra o Brasil e contra a Justiça”. A ministra enfatizou que a retirada das sanções representa uma **derrota significativa** para o grupo.
Líderes do PT e PSOL celebram o fim das sanções
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, divulgou um vídeo comemorando a decisão, que chamou de **”vitória da democracia, da soberania e da diplomacia do governo do presidente Lula”**. Ele destacou o fim da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes como um **grande dia** para o país.
A deputada federal Fernanda Melchionna, do PSOL, manifestou seu alívio com a correção da “imposição imperialista” sobre um ministro brasileiro. Ela ironizou Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, sugerindo que ambos estariam decepcionados com a notícia.
Erika Hilton, também deputada do PSOL, relembrou que a sanção era aguardada pela família Bolsonaro, insinuando que seria uma das poucas esperanças de aproximação entre Eduardo e seu pai.
Eduardo Bolsonaro lamenta decisão e critica sociedade brasileira
Em contrapartida, o deputado Eduardo Bolsonaro, que teve papel ativo na negociação de sanções contra o Brasil junto ao governo norte-americano, expressou pesar pela decisão. Junto ao jornalista Paulo Figueiredo, ele divulgou um texto em português e inglês lamentando o fim da aplicação da Lei Magnitsky.
“Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano”, afirmaram, agradecendo o apoio de Donald Trump e a atenção dada à “grave crise de liberdades que assola o Brasil”.
Eduardo Bolsonaro concluiu afirmando que a **sociedade brasileira não soube “aproveitar a oportunidade”** que teve em mãos, em referência à aplicação das sanções contra o ministro Moraes.