Motta reconsidera e mantém escolta de segurança para deputada do PSOL após ameaças
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, decidiu neste sábado (13) manter a escolta de segurança pessoal da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ). A decisão representa uma reviravolta após a parlamentar ter divulgado nas redes sociais que o serviço de proteção havia sido retirado pela Casa.
Talíria Petrone é acompanhada por agentes da Polícia Legislativa Federal (PLF) desde 2020, em decorrência de constantes ameaças de morte que recebe. A situação gerou grande preocupação e mobilizou a deputada em busca de contato com a presidência da Câmara.
“Fui surpreendida com a retirada da minha proteção nos últimos dias, em meio a uma semana conturbada na Câmara dos Deputados. Desde o primeiro momento, há dois dias, tentei contato com o presidente Hugo Motta, sem sucesso, o que gerou grande preocupação. Há pouco, recebi uma ligação do presidente da Casa informando que irá acolher o recurso referente à minha escolta, garantindo o retorno das condições para o exercício do mandato com segurança”, declarou a deputada em sua manifestação.
Parecer técnico motivou retirada inicial da escolta
Segundo informações da Câmara dos Deputados, a retirada da escolta ocorreu com base em um parecer técnico emitido pela própria PLF. O documento concluiu que não haveria mais ameaças recorrentes contra a deputada Talíria Petrone, justificando a suspensão do serviço de segurança.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, o parecer foi elaborado após consultas realizadas com o apoio de diversas instituições de segurança e investigação. Entre elas, estão a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Federal (PF).
Proteção provisória até decisão final
Apesar da decisão de manter a escolta, a Câmara informou que a proteção será mantida de forma provisória. Essa medida vigorará até que haja uma decisão final sobre o pedido de reconsideração apresentado pela deputada Talíria Petrone. A medida visa garantir a segurança da parlamentar enquanto o processo de reavaliação da necessidade da escolta tramita.
A situação ressalta a importância do debate sobre a segurança de parlamentares que recebem ameaças, especialmente em um contexto de polarização política. A manutenção da escolta de Talíria Petrone é vista como um passo importante para garantir o livre exercício de seu mandato.