Ministra do Meio Ambiente avalia cenário eleitoral e pode disputar vaga no Senado por São Paulo
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, revelou que considera a possibilidade de concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo estado de São Paulo. Em declarações recentes, ela indicou estar em conversas com partidos que já fizeram parte de sua trajetória política.
A ministra afirmou que, junto a seus aliados, está avaliando a saída da Rede Sustentabilidade. Segundo Marina, há diálogos em andamento com legendas como o PT, PSOL, PSB e PV, entre outras. Ela ressaltou que as propostas recebidas ainda estão sob análise detalhada.
“Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata. E, agora, eu estou disposta a fazer essa construção”, declarou a ministra à RedeTV!, conforme divulgado pelo Estadão Conteúdo.
Trajetória no governo e reconhecimento internacional
Marina Silva elogiou o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manifestou torcida por sua reeleição. No entanto, ela admitiu não ter certeza sobre sua permanência no cargo de ministra caso Lula seja reeleito. “O presidente vai ficar muito à vontade para poder fazer a sua escolha de quem será o ministro do Meio Ambiente”, ponderou.
Ao comentar sua atuação na pasta, a ministra percebeu uma mudança significativa na abordagem das questões ambientais dentro do governo. Segundo ela, há agora uma política mais transversal voltada para o tema, algo que ela defendeu por muitos anos de forma isolada.
Ovação na COP30 e desafios globais
Marina Silva compartilhou ter se sentido reconhecida e emocionada após um discurso na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP30). Para ela, a reação do público representou a validação de um trabalho construído ao longo de décadas, que remonta a figuras como Chico Mendes e ao movimento ambientalista.
Apesar do reconhecimento, a ministra alertou para os impactos negativos dos conflitos internacionais na agenda socioambiental. Ela citou a China como exemplo de sucesso na transição energética, destacando seus investimentos em baterias, carros elétricos, energia eólica e células fotovoltaicas, que a tornaram a maior supridora de tecnologia para esse fim em escala global.