Ibaneis Rocha enfrenta pedidos de impeachment por negociações controversas do BRB
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), está no centro de uma crise política após a apresentação de dois pedidos de impeachment na Câmara Legislativa do DF.
As representações estão atreladas às investigações que apuram as negociações entre o BRB (Banco de Brasília) e o Banco Master para uma possível aquisição.
As acusações apontam supostos crimes de responsabilidade e infrações constitucionais cometidas durante o processo, conforme divulgado pelo portal G1.
Detalhes das negociações e investigações
O governo do Distrito Federal detém o controle acionário do BRB, com 71,92% do capital da instituição. As tentativas do BRB de adquirir uma participação relevante no Banco Master ocorreram ao longo de 2025, com apoio público de Ibaneis e do GDF.
A operação foi posteriormente barrada pelo Banco Central, que iniciou a liquidação extrajudicial do Banco Master sob suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito avaliadas em R$ 12,2 bilhões para o BRB.
O Ministério Público identificou indícios de gestão fraudulenta nas transferências de R$ 16,7 bilhões do BRB para o Banco Master entre 2024 e 2025.
Tramitação dos pedidos e próximos passos
Por enquanto, os pedidos de impeachment ainda não iniciaram sua tramitação. A decisão sobre o prosseguimento depende do aval do presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB-DF), aliado político de Ibaneis.
Luiz afirmou que se pronunciará somente após o fim do recesso legislativo, marcado para o dia 2 de fevereiro. Além das iniciativas na Câmara, o governador também foi alvo de dois pedidos de investigação encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF).
Quem assina os pedidos de impeachment
Um dos pedidos de impeachment é subscrito por quatro membros do PSB-DF (Rodrigo Dias, Rodrigo Rollemberg, Ricardo Capelli e Leonardo Pinheiro), pelo presidente do Cidadania-DF, Cristovam Buarque, e pelos advogados Rodrigo Pedreira e Lynecker Juliano.
O segundo pedido reúne a presidente regional do PSOL-DF, Giulia Tadini, e os deputados distritais Fábio Félix e Max Maciel, demonstrando a ampla oposição política às ações do governador.