No dia 4 de fevereiro de 2026, Francisco Razzo analisou ‘De Olhos Bem Fechados’, último filme de Stanley Kubrick, afirmando que a obra explora a ilusão progressista e a invisível fronteira de poder entre classes sociais. Kubrick desmascara a crença de que educação e status garantem mobilidade social sem consequências.
O contexto narrativo do filme
O enredo segue Dr. Bill Harford, interpretado por Tom Cruise, ao enfrentar a traição emocional revelada por sua esposa Alice (Nicole Kidman). Isso o leva a vagar pela noite de Nova York, descobrindo um submundo de poder e hierarquia que parece intransponível.
O impacto das organizações secretas
Bill infiltra-se em uma sociedade secreta que realiza rituais, expondo a ilusão de que pode pertencer a círculos de elite sem adentrar verdadeiramente seu cerne. Segundo Razzo, Kubrick destaca que o poder real jaz na capacidade de silenciar e conter a devassidão pública através de estruturas internas rígidas.
Relevância e atualidade do filme
Em tempos de escândalos e exposições públicas constantes, Kubrick alerta para a natureza estruturalmente blindada do poder, onde visões periféricas são permitidas, porém pertencimento e controle permanecem exclusivos e restritos.
Kubrick: um mestre da representação social
A análise de Razzo conclui que o filme permite uma reflexão mais profunda sobre os limites de nossa compreensão social e a preferência por ignorar as estruturas de poder que verdadeiramente governam. A obra é um convite a confrontar essas realidades mesmo quando optamos por manter os ‘olhos bem fechados’.
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