Acordo de Lula Favorece Âmbar Energia em Projeto de Angra 3

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva deu um passo polêmico ao firmar um acordo com a Eletrobras, que dispensou a necessidade de investimentos privados na construção de Angra 3. O acordão, como diria aquele ditado político-previsível, acabou beneficiando a Âmbar Energia, empresa dos irmãos Batista, conhecidos pelo histórico pecadores-cordiais em negócios questionáveis.

A decisão levantou questionamentos sobre as intenções do governo ao desobrigar um parceiro privado de arcar com os custos do projeto nuclear. Como resultado, a internet não perdeu tempo e reagiu com críticas e memes afiados, muitos questionando o real ganho para o público nessa movimentação labiríntica.

Os ânimos esquentaram ainda mais quando detalhes sobre a transação vieram à tona, revelando que a dispensa de investimento privado não só favorecia Âmbar Energia como colocava os irmãos Batista em uma posição de vantagem estratégica. Os rumores de que esse acordo fosse uma manobra, para usar um talhão empresarial específico favorecendo antigos conhecidos, apenas inflamaram os debates políticos e os grupos de discussão online.

Essa movimentação, quase dançamos ao som do samba politicol-cultural brasileiro, levanta também rachaduras internamente na base aliada do governo. Observadores atentos perceberam que muitos congressistas, em especial aqueles que seguiam em silêncio reverente, agora parecem mais dispostos a revelar insatisfações em relação à estratégia adotada pelo Planalto na condução do setor nuclear.

Enquanto a novela de Angra 3 segue, todos os olhos estão postos no governo para ver como Lula irá contornar as críticas e justificar-se diante do impacto desse acordo ao público. Resta-nos acompanhar se os desdobramentos dessa história trarão mais feridas ou soluções para o setor energético brasileiro.