Sabalenka defende que atletas transgênero não deveriam competir no esporte feminino, alegando vantagem biológica.
A tenista número um do mundo, Aryna Sabalenka, levantou um debate acalorado ao declarar que considera injusto para as mulheres enfrentarem atletas transgênero no tênis profissional. A atleta bielorrussa argumentou que a participação de mulheres que nasceram biologicamente homens representa uma desvantagem significativa para as competidoras femininas.
Em entrevista recente, Sabalenka, que acumula quatro títulos de Grand Slam, expressou sua opinião de forma direta. Embora tenha afirmado não ter nada contra pessoas transgênero, ela ressaltou a existência de uma diferença biológica que, em sua visão, compromete a igualdade nas competições femininas.
A posição da tenista número um do mundo ecoa preocupações já manifestadas por outros nomes do esporte e levanta questões sobre as políticas atuais de inclusão de atletas transgênero. Acompanhe os detalhes dessa declaração e as possíveis repercussões no mundo do tênis.
A visão de Sabalenka sobre a participação de atletas trans
Durante uma conversa com Piers Morgan, divulgada na terça-feira (9), Aryna Sabalenka abordou a questão da participação de mulheres transgênero no esporte. Ela declarou: “Essa é uma pergunta complicada. Não tenho nada contra. Mas sinto que eles ainda têm uma grande vantagem sobre as mulheres e acho que não é justo para as mulheres enfrentarem basicamente homens biológicos”.
A tenista bielorrussa, que participou da entrevista para promover um evento de exibição, enfatizou seu ponto de vista. “Não é justo. A mulher vem trabalhando a vida inteira para chegar ao seu limite e depois tem que enfrentar um homem, que é biologicamente muito mais forte, então, para mim, não concordo com esse tipo de coisa no esporte”, acrescentou.
Política atual da WTA e opiniões divergentes
Atualmente, a Política de Participação de Gênero do WTA Tour permite a participação de mulheres transgênero. As regras exigem que elas declarem seu gênero como feminino por um período mínimo de quatro anos, mantenham níveis reduzidos de testosterona e concordem com testes regulares. Essas condições podem ser ajustadas pela gestão médica da WTA em casos específicos.
Apesar da política vigente, a declaração de Sabalenka encontra eco em outros nomes. O tenista Nick Kyrgios, ex-finalista de Wimbledon, concordou com a colega, afirmando: “Acho que ela acertou em cheio”.
Histórico e outras vozes no debate
É importante notar que, nos últimos anos, não há registros de jogadores transgêneros competindo no tênis profissional feminino. Um caso notório foi o da tenista transgênero Renée Richards, que disputou o circuito profissional feminino entre 1977 e 1981.
O debate sobre a inclusão de atletas transgênero no esporte feminino não é novo e divide opiniões. Enquanto algumas personalidades, como a 18 vezes campeã de Grand Slam Martina Navratilova, têm sido críticas à inclusão, outras, como Billie Jean King, vencedora da histórica “batalha dos sexos” em 1973, consideram a exclusão de transgêneros como uma forma de discriminação.
A WTA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações de Sabalenka. O assunto continua a gerar discussões sobre equidade e inclusão no esporte.