Celso Sabino Deixa Ministério do Turismo Após Ultimato do União Brasil

O ministro do Turismo, Celso Sabino, comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua decisão de deixar o governo. O anúncio ocorre após o União Brasil, partido ao qual Sabino é filiado, determinar a exoneração de todos os seus membros que ocupam cargos ou funções comissionadas no governo federal, estabelecendo um prazo de 24 horas para o cumprimento da ordem.

A decisão do partido, emitida na quinta-feira (18), intensifica o distanciamento da legenda em relação à base de apoio do governo federal. Em conversa com Lula no Palácio da Alvorada, Sabino justificou a decisão, manifestou o desejo de cumprir alguns compromissos como ministro e informou que entregará formalmente sua carta de demissão após o retorno do presidente de Nova York, previsto para a próxima quinta-feira (25). Lula viajará aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Sabino, que é deputado federal pelo estado do Pará, ocupava o cargo de ministro do Turismo desde julho de 2023. Ele estava diretamente envolvido na organização da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, que será realizada em Belém. Apesar de negociações anteriores, o ministro cedeu à pressão do partido.

A exigência do União Brasil para que seus filiados se desligassem do governo surgiu após a divulgação de reportagens que ligam o presidente nacional do partido, Antonio Rueda, ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Tanto Rueda quanto o partido negam as acusações. Em nota, a direção do União Brasil insinuou um possível envolvimento do governo nas revelações, mencionando que o caso está sob investigação da Polícia Federal (PF).

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, manifestou repúdio às acusações, afirmando que o partido tem o direito de decidir sobre a saída de seus membros do governo, mas não pode atribuir falsamente ao governo a responsabilidade por publicações que associam um dirigente do partido a investigações criminais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br