EUA divulgam último grande lote de arquivos do caso de Jeffrey Epstein, diz governo

Milhões de documentos sobre Jeffrey Epstein são liberados nos EUA

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou nesta sexta-feira um conjunto final e extenso de documentos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, o financista condenado por crimes sexuais.

A divulgação atende a uma lei aprovada em novembro, que determinava a liberação de todos os registros pertinentes ao caso, marcando o fim das publicações planejadas pelo governo.

O novo lote contém mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens, segundo informações divulgadas pela Reuters.

Conteúdo dos arquivos e edições

O vice-procurador-geral, Todd Blanche, informou que os arquivos contêm “extensas” edições. Isso se deve a exceções legais que permitem ocultar informações de identificação de vítimas ou detalhes de investigações em andamento.

As divulgações anteriores já haviam sido criticadas por conterem muitas informações censuradas, o que gerou questionamentos por parte de membros do Congresso.

Trump e o caso Epstein

Donald Trump, amigo de Epstein nos anos 90 e início dos 2000, foi pressionado pelo Congresso a ceder à divulgação dos documentos, mesmo após resistir por meses. Ele nega conhecimento dos crimes de Epstein.

Não ficou imediatamente claro quantas menções a Trump estão contidas neste último lote. O Departamento de Justiça informou que algumas alegações contra o ex-presidente presentes nos documentos eram “infundadas e falsas”.

Retenções e críticas

O Departamento de Justiça também reteve alguns arquivos com base em privilégios legais, como produtos de trabalho e privilégios advogado-cliente. Parlamentares expressaram ceticismo sobre essas retenções.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que “acreditamos que não” todos os arquivos foram divulgados em conformidade com a lei.

Teorias da conspiração e investigações

Epstein foi encontrado morto em sua cela em 2019, aguardando julgamento. Sua morte, considerada suicídio, alimentou diversas teorias da conspiração, algumas endossadas pelo próprio Trump.

Blanche defendeu a lentidão do processo de revisão e divulgação, citando o volume massivo de documentos que exigiu trabalho intenso de centenas de advogados.