Fim da Escala 6×1 no Brasil: Governo Federal Prioriza Projeto Para Melhorar Qualidade de Vida e Agilizar Aprovação no Congresso

Governo Federal Sinaliza Forte Compromisso com o Fim da Escala 6×1, Prioridade Legislativa para 2024

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, anunciou nesta quarta-feira (28) que o fim da escala de trabalho 6×1, que concede apenas um dia de folga semanal, é uma das **principais prioridades do governo federal para o ano corrente**. A declaração reforça a intenção do Executivo em apresentar um projeto de lei unificado para acelerar a aprovação da matéria no Congresso Nacional.

A expectativa, segundo a ministra, é de que a proposta seja votada e aprovada ainda no primeiro semestre. Gleisi Hoffmann enfatizou que, após conquistas como a correção do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil, o foco agora se volta para a **melhora da qualidade de vida dos brasileiros**, com especial atenção à necessidade de descanso adequado.

“Não é possível que as pessoas tenham um dia só por semana para descansar e para terem os seus afazeres domésticos e pessoais. Isso atinge principalmente as mulheres. Então, o presidente Lula está determinado”, explicou a ministra, destacando o impacto social e, em particular, o **benefício para as trabalhadoras brasileiras**.

Apoio no Congresso e Expectativa de Aprovação Rápida

Gleisi Hoffmann mencionou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, demonstrou receptividade em colocar o tema em debate. O governo federal se compromete a empenhar esforços para garantir a aprovação do projeto, confiando no **apoio popular e parlamentar**, similar ao que ocorreu com a isenção do Imposto de Renda, aprovada por unanimidade.

A ministra ressaltou que a **opinião pública favorável** e a clareza da proposta são fatores que sensibilizam o Legislativo. Ela também apontou que alguns setores produtivos, como a indústria, já adotam escalas de trabalho diferenciadas, demonstrando a viabilidade da mudança.

Outras Prioridades Legislativas do Governo Federal

Com a retomada dos trabalhos legislativos em 2 de fevereiro, o governo federal também busca a aprovação de outras pautas importantes. Entre elas, destacam-se o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, a regulamentação do trabalho por aplicativos, a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção. Medidas provisórias como o programa Gás do Povo e o Redata também estão na agenda.

Adicionalmente, o governo trabalha para **manter o veto presidencial** ao projeto de lei conhecido como PL da Dosimetria, que trata da redução de penas para condenados por atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Gleisi Hoffmann defendeu a importância de manter o veto para garantir a responsabilização e fortalecer a democracia.

Combate ao Feminicídio e Relação com o Congresso

Um pacto intersetorial para o enfrentamento ao feminicídio será assinado pelos Três Poderes em 4 de fevereiro, reforçando o compromisso do governo com a **segurança e os direitos das mulheres**. O tema se tornou uma agenda prioritária para o presidente Lula.

Sobre as emendas parlamentares, a ministra informou que o orçamento de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões, sendo R$ 37,8 bilhões de pagamento obrigatório. O governo pretende antecipar o pagamento de pelo menos 65% dessas emendas até julho, focando nas de transferência direta e fundo a fundo.

Investigações do Banco Master e Ataques da Oposição

Gleisi Hoffmann também comentou as investigações sobre fraudes financeiras no Banco Master, rebatendo tentativas da oposição de vincular o governo a figuras ligadas ao caso. Ela reafirmou que o presidente Lula determinou apuração técnica e rigorosa, e que a prisão do presidente do Master, Daniel Vorcaro, ocorreu durante a gestão de Ricardo Lewandowski como Ministro da Justiça.

A ministra defendeu que a atuação de Lewandowski como consultor jurídico do banco antes de assumir o ministério foi legal e transparente. Ela destacou que as investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master, que podem ter envolvido **fraudes estimadas em R$ 17 bilhões**, foram conduzidas sob a gestão de Lewandowski, contradizendo as narrativas oposicionistas.