Fronteira de Gaza com Egito é reaberta para saída e entrada limitada de palestinos
A fronteira entre Gaza e o Egito foi reaberta nesta segunda-feira para um número restrito de palestinos, permitindo que algumas pessoas deixem o enclave e que outras retornem. Esta é a primeira vez que a passagem é acessível para um fluxo limitado desde o início do conflito.
A medida faz parte das exigências da primeira fase do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, alcançado em outubro. A passagem de Rafah é a única rota de entrada e saída para a maioria dos mais de 2 milhões de residentes de Gaza.
Segundo informações de uma fonte palestina, cerca de 50 palestinos devem entrar em Gaza no primeiro dia, sujeitos a rigorosas verificações de segurança israelenses, com um número semelhante autorizado a sair. A notícia foi divulgada pela Reuters.
Detalhamento da reabertura e restrições atuais
A reabertura da passagem era uma demanda central na fase inicial do plano de cessar-fogo. Israel assumiu o controle do posto fronteiriço em maio de 2024. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou o início da segunda fase em janeiro, com foco na futura governança e reconstrução de Gaza.
Apesar da reabertura, ataques israelenses continuaram, resultando na morte de pelo menos quatro palestinos em incidentes separados. As Forças Armadas israelenses não comentaram as ocorrências.
Jornalistas estrangeiros permanecem proibidos de entrar em Gaza
Mesmo com a liberação para o trânsito de palestinos, jornalistas estrangeiros continuam impedidos de entrar em Gaza desde o início da guerra. A cobertura do conflito para a mídia internacional é realizada exclusivamente por jornalistas locais, muitos dos quais foram mortos.
A Suprema Corte de Israel está analisando um pedido da Associação de Imprensa Estrangeira (FPA) para permitir a entrada de jornalistas. O governo argumenta que isso poderia apresentar riscos para os soldados israelenses, enquanto a FPA defende a necessidade de fontes de informação independentes.
A primeira fase do cessar-fogo incluiu a suspensão dos combates, a libertação de reféns em troca de prisioneiros palestinos e o aumento da ajuda humanitária. No entanto, as forças israelenses ainda controlam mais de 53% do território de Gaza, onde grande parte da população vive em condições precárias.