Um primeiro grupo de 26 ativistas italianos, que estavam detidos em Israel após a abordagem à Flotilha Global Sumud, deve retornar à Itália ainda hoje. A informação foi confirmada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália. Os ativistas haviam sido detidos ao tentar chegar a Gaza.
De acordo com declarações oficiais, os 26 italianos assinaram um documento de expulsão voluntária e estão prestes a deixar o território israelense em um voo fretado com destino a Istambul. O Ministro dos Negócios Estrangeiros comunicou através das redes sociais que os ativistas foram transferidos para a base aérea israelense de Ramon, no sul do país, e partirão de Israel pelo aeroporto de Eilat.
Enquanto isso, outros 15 italianos optaram por não assinar o documento de expulsão voluntária oferecido pelas autoridades israelenses. Estes ativistas terão que aguardar uma expulsão por via judicial, com previsão para ocorrer na próxima semana. O Ministro dos Negócios Estrangeiros solicitou à embaixada italiana em Tel Aviv que assegure o tratamento dos cidadãos italianos com respeito e de acordo com seus direitos.
Na sexta-feira, quatro políticos de esquerda italianos, opositores ao governo, que também participavam da flotilha, já haviam retornado a Roma.
As autoridades israelenses detiveram aproximadamente 450 ativistas no total, todos viajando a bordo da Flotilha Global Sumud. A flotilha foi abordada na noite de quarta-feira enquanto tentava levar ajuda humanitária a Gaza e romper o bloqueio israelense ao enclave palestiniano. Os detidos foram levados para a prisão de Saharonim, localizada no deserto.
Adicionalmente, autoridades do Chipre informaram que duas embarcações participantes da flotilha atracaram em portos cipriotas para abastecimento e assistência humanitária. A primeira embarcação, transportando 21 ativistas de diversas nacionalidades, chegou ao porto de Larnaca na noite de quinta-feira, enfrentando condições marítimas adversas. A embarcação permaneceu sob vigilância. Uma equipe médica prestou assistência a dois indivíduos com problemas de saúde. Uma segunda embarcação, identificada como Seiren, com 10 pessoas a bordo, foi autorizada a atracar no porto de Pafos. A embarcação, de bandeira italiana, deve deixar o porto cipriota em breve.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br