Veto de Lula ajuda SAFs e reabre disputa sobre tributação no futebol

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"title": "Veto de lula na reforma tributária reacende disputa sobre impostos de clubes de futebol",
"subtitle": "Decisão presidencial amplia a diferença de carga tributária entre clubes associativos e SAFs, gerando descontentamento e articulação política.",
"content_html": "<h2>Diferença de tributação entre clubes associativos e SAFs aumenta após veto presidencial</h2><p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou trechos da Reforma Tributária que impactam diretamente a tributação dos clubes de futebol no Brasil. A decisão reacendeu um debate acirrado nos bastidores de Brasília sobre a forma como os impostos serão cobrados.</p><p>Com o veto, os clubes associativos, como Flamengo e Corinthians, enfrentarão uma carga tributária de 15,5% sobre a receita bruta. Por outro lado, as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), como Botafogo e Vasco, terão uma alíquota de 6%.</p><p>Essa disparidade, segundo especialistas, pode gerar desequilíbrios no cenário esportivo, conforme informações divulgadas pela Agência O Globo.</p><h3>Impacto da decisão nos clubes</h3><p>A nova tributação entra em vigor em 2027 e o período de transição se estende até 2032. Atualmente, clubes associativos gozam de isenções na maioria dos impostos, pagando apenas 5% ao INSS sobre receitas específicas. As SAFs, por sua vez, possuem alíquotas menores, variando entre 4% e 5%.</p><h3>Articulação política e futuras negociações</h3><p>O economista César Grafietti aponta que a diferença de quase dez pontos percentuais é um "benefício claro" para as SAFs, prejudicando os clubes associativos. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e parlamentares ligados a clubes como o Flamengo estiveram envolvidos em articulações para reduzir a carga tributária das SAFs durante a tramitação da reforma.</p><p>Apesar do veto, deputados federais e senadores já anunciaram a intenção de trabalhar para derrubar a decisão presidencial ou buscar novas soluções. A "bancada do Flamengo" e o senador Carlos Portinho, autor da lei das SAFs, são mencionados como articuladores nesse processo.</p><h3>Argumentos para o veto e cenário atual</h3><p>Um assessor do Ministério da Fazenda justificou o veto como uma medida de inconstitucionalidade na equiparação de regimes tributários via lei complementar. Ele também ressaltou que os clubes associativos podem ter acesso a mais créditos tributários, o que poderia mitigar o impacto da alíquota maior.</p><p>Desde 2021, o número de clubes que optaram pelo modelo SAF tem crescido significativamente, totalizando 117 registros. A tendência mundial aponta para o fortalecimento das SAFs com incentivos tributários, segundo o pesquisador Fabrício Costa Resende de Campos.</p>"
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